Protestos no Irã aumentam em meio a temores de repressão severa

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Neste sábado (10), os protestos no Irã ganharam novo impulso após dois dias sem acesso à internet, com manifestações noturnas se espalhando por várias cidades. As mobilizações, que começaram há duas semanas por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica, se tornaram um dos maiores desafios ao regime teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979. Autoridades temem que a repressão brutal se intensifique, levando a consequências trágicas para os manifestantes.

A repressão já resultou na morte de pelo menos 51 manifestantes, incluindo crianças, e organizações de direitos humanos alertam sobre uma escalada na violência. O exilado Reza Pahlavi instou os iranianos a organizarem protestos mais focados, enquanto cineastas e dissidentes expressam preocupações sobre o bloqueio das comunicações e a ocultação da violência estatal. As manifestações ocorrem em um contexto de crescente insatisfação popular e um governo sob pressão externa e interna.

A situação no Irã continua a se deteriorar, com líderes religiosos e políticos criticando os manifestantes e acusando forças externas de incitar as revoltas. O líder supremo, Ali Khamenei, e outros oficiais afirmam que o país está em guerra contra influências estrangeiras. À medida que a repressão se intensifica, a comunidade internacional observa de perto os desdobramentos, que podem afetar a estabilidade regional e as relações diplomáticas do Irã.

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