Nesta terça-feira (20), familiares de cerca de 200 presos políticos na Venezuela realizaram um protesto em frente à sede do Ministério Público, denunciando casos de ‘desaparecimento forçado’. Eles exigiram provas de vida para seus entes queridos, em um contexto de lenta progressão nas libertações sob pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos.
Os manifestantes, que seguravam cartazes com frases como ‘Onde estão?’ e ‘Chega de desaparecimentos forçados’, entregaram um documento à comissão do Ministério Público. A ONG Comitê pela Libertação dos Presos Políticos destacou que o número de desaparecidos é alarmante, com pelo menos 200 casos documentados, reforçando que o desaparecimento forçado é considerado um crime contra a humanidade sob os padrões internacionais.
As libertações anunciadas em 8 de janeiro pelo governo interino da presidente Delcy Rodríguez ainda não atenderam plenamente às expectativas, com um total de cerca de 150 libertações em meio a mais de 800 detentos. Famílias de presos, como a de Xiomara Requena, expressaram sua angústia, já que muitos desconhecem o paradeiro de seus entes queridos e não recebem informações das autoridades sobre seus destinos.

