Protestos na Dinamarca e Groenlândia se opõem a planos de Trump

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Neste sábado, 17 de janeiro de 2026, milhares de pessoas se reuniram na Dinamarca e na Groenlândia para protestar contra as ambições do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle da Groenlândia. Os manifestantes, que se concentraram em Copenhague, capital dinamarquesa, exibiram cartazes com mensagens como “Os Estados Unidos já têm gelo suficiente” e “Faça os Estados Unidos irem embora”, refletindo a rejeição generalizada aos planos de Trump. Além disso, o primeiro-ministro da Groenlândia se juntou ao ato, mostrando solidariedade ao movimento popular.

Os organizadores do protesto, incluindo o movimento civil Uagut e o coletivo Inuit, buscam aproveitar a presença de uma delegação do Congresso americano em Copenhague para reforçar sua oposição. Desde que assumiu o poder, Trump tem manifestado repetidamente seu interesse em adquirir a Groenlândia, afirmando que a estratégia militar e econômica dos EUA na região é fundamental para conter a influência da Rússia e da China no Ártico. A tensão aumentou com declarações de assessores de Trump, que minimizam a capacidade da Dinamarca de defender a Groenlândia.

As manifestações refletem a crescente preocupação com as intenções dos EUA e o direito dos groenlandeses de determinar seu próprio futuro. Embora a delegação do Congresso americano tenha expressado apoio à Dinamarca e à Groenlândia, a pressão sobre o território e seu povo continua a ser uma questão delicada. As autoridades dinamarquesas reconhecem a complexidade da situação, e a pesquisa recente mostra que 85% dos groenlandeses são contra a ideia de se tornarem parte dos Estados Unidos, revelando um descontentamento profundo que pode impactar futuras negociações e relações internacionais.

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