No dia 23 de janeiro, milhares de pessoas marcharam em Minneapolis e St. Paul, Minnesota, desafiando temperaturas que chegaram a -29 °C, em protesto contra as operações anti-imigração do governo dos Estados Unidos. O ato foi impulsionado pela indignação diante da detenção de um menino de cinco anos e levou ao fechamento de mais de 700 estabelecimentos comerciais na região, incluindo restaurantes e lojas. Quase 100 membros do clero foram presos durante os protestos, que também ocorreram no Aeroporto Internacional de Minneapolis-Saint Paul.
Os organizadores do protesto relataram que as manifestações foram uma resposta à crescente repressão promovida pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) sob a administração do presidente Donald Trump. Além das detenções, os protestos refletem uma tensão crescente entre autoridades e cidadãos, especialmente após a morte de uma americana em um confronto com agentes federais. A indignação foi exacerbada pela situação do menino e seu pai, que foram detidos em uma operação de deportação, levantando questionamentos sobre a segurança e os direitos dos imigrantes.
Com a mobilização de milhares de manifestantes em Minneapolis, o movimento contra a política de imigração se intensifica, evidenciando a resistência de comunidades afetadas. As autoridades reafirmam que as operações visam a aplicação da lei, enquanto os críticos argumentam que estão colocando em risco a vida de crianças e famílias. O desdobramento desses protestos pode impactar a política local e nacional, ampliando o debate sobre imigração e direitos humanos nos Estados Unidos.

