Neste domingo (4), milhares de manifestantes se mobilizaram em Madri, em frente à Embaixada dos Estados Unidos, para protestar contra a ‘agressão imperialista’ relacionada à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar americana. Os protestos destacaram a insatisfação com a política externa dos EUA, com faixas que criticavam fortemente a figura do ex-presidente Donald Trump e sua intenção de explorar as reservas de petróleo da Venezuela.
As manifestações em Madri incluíram cartazes que expunham mensagens como ‘Trump agressor’ e ‘Não à agressão imperialista contra a Venezuela’. Maduro, atualmente detido em Nova York, enfrenta acusações de narcoterrorismo e importação de cocaína para os EUA, o que intensificou as críticas à intervenção americana na política venezuelana. Além disso, eventos semelhantes ocorreram em Amsterdã, onde centenas de pessoas se reuniram em frente ao Consulado dos EUA, reforçando a resistência contra a interferência externa.
Esses protestos ressaltam o crescente descontentamento global em relação à política externa dos EUA na América Latina, especialmente em relação à Venezuela. A captura de Maduro e as promessas de Trump de liderar uma transição no país indicam um cenário de tensão e incerteza, tanto para a Venezuela quanto para as relações internacionais. O resultado dessas manifestações pode influenciar debates sobre soberania e a ética das intervenções militares em países soberanos.

