Um grupo de promotores do Ministério Público do Maranhão decidiu solicitar exoneração coletiva em resposta à recomendação de soltura de políticos investigados por um esquema de desvio de R$ 56 milhões. A medida foi formalizada no domingo e se deu após a Procuradoria-Geral de Justiça emitir um parecer que contraria a opinião do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que havia defendido a manutenção das prisões.
O esquema, revelado pela Operação Tântalo II, envolve fraudes em licitações e a utilização de empresas de fachada em Turilândia, no interior do Maranhão. Segundo os promotores, a posição da PGJ não apenas prejudica a credibilidade das investigações, mas também contraria as evidências reunidas durante o processo, que resultaram na prisão do prefeito e de outros membros da administração local.
Agora, o futuro das investigações e a possibilidade de continuidade das ações judiciais dependem da decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, que avaliará se acata ou não o parecer do MP. A situação levanta questões sobre a eficácia do combate à corrupção no estado e a integridade do sistema judiciário local.

