Promotores do Gaeco do Maranhão renunciam após pedido de liberdade de prefeito

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Promotores do Gaeco do Maranhão solicitaram exoneração coletiva após o Ministério Público emitir um parecer favorável à soltura de investigados na Operação Tântalo II, que investiga desvio de verbas na prefeitura de Turilândia. A operação, deflagrada em dezembro, resultou na prisão de 11 vereadores, um secretário e do prefeito Paulo Curió, acusado de liderar um esquema que desviou R$ 56 milhões das áreas de Saúde e Assistência Social.

Os promotores alegam que a decisão da Procuradoria-Geral de Justiça enfraquece a atuação do Gaeco no combate ao crime organizado e contraria os princípios da investigação. O memorando de exoneração destaca a preocupação com a integridade das investigações e a eficácia da persecução penal. O parecer favorável à soltura foi assinado pelo procurador-geral em exercício e enviado ao Tribunal de Justiça do Maranhão, que decidirá sobre o caso.

A renúncia dos promotores pode ter consequências significativas para as investigações em andamento e para a credibilidade do Ministério Público. O novo coordenador do Gaeco, Haroldo Paiva de Brito, será responsável por liderar a continuidade dos trabalhos, enquanto o procurador-geral reafirma o compromisso do órgão com a legalidade e a transparência. A situação evidencia a complexidade das operações de combate à corrupção e a necessidade de garantir a eficácia institucional.

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