A primeira Superlua de 2026, conhecida tecnicamente como Lua Cheia de Perigeu, será visível neste sábado, 3 de janeiro, às 07h03 (horário de Brasília). Essa fase lunar ocorre quando a Lua se encontra no ponto mais próximo da Terra, o que faz com que ela pareça ligeiramente maior e mais brilhante. Contudo, segundo especialistas, essa diferença não será facilmente percebida pelo público em geral.
Os astrônomos afirmam que o fenômeno se deve ao fato de a Lua passar por variações de distância em sua órbita. Mesmo que ela esteja a 362.312 km da Terra durante a Superlua, a comparação com a Microlua, que ocorrerá em maio, mostra que essa diferença é mínima. O coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp, Rodolfo Langhi, ressalta que é difícil notar qualquer alteração visível no tamanho da Lua a olho nu.
Embora a expectativa em torno da Superlua seja alta, especialistas como o físico João Batista Canalle consideram essa ocorrência física irrelevante. Eles explicam que a percepção popular pode ser exagerada, pois a Lua não muda de tamanho, apenas se aproxima temporariamente da Terra. Assim, a expectativa gerada em torno do fenômeno pode ser vista como um equívoco, uma vez que não apresenta significativas variações visuais.

