Presidente do Irã defende direito a protestos, mas critica baderneiros

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Neste domingo, 11 de janeiro, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, se pronunciou sobre os protestos que eclodiram no país nas últimas semanas, reconhecendo o direito dos cidadãos de se manifestar. No entanto, ele não hesitou em criticar aqueles que classifica como ‘baderneiros’, acusando-os de perturbar a sociedade iraniana. A revolta teve início no final de 2025, impulsionada por uma grave crise econômica e a crescente inflação.

Pezeshkian declarou que o governo está disposto a ouvir as preocupações da população, mas enfatizou que não permitirá que manifestantes violentos desestabilizem a ordem pública. De acordo com a ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã, o número de mortos desde o início dos protestos já ultrapassa 466, embora analistas temam que a contagem real seja ainda maior. A situação é agravada por um blecaute de internet que impede a comunicação em várias regiões do país.

Além disso, o presidente iraniano acusou os Estados Unidos e Israel de apoiarem a revolta e citou a presença de ‘terroristas ligados a potências estrangeiras’ nas manifestações. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou sobre possíveis represálias em caso de ataques americanos, enquanto líderes militares israelenses se mostraram prontos para responder a qualquer provocação. O clima de tensão aumenta à medida que o apoio internacional aos manifestantes se torna mais evidente, especialmente por parte do governo dos EUA, que já ameaçou ações caso a violência contra civis aumente.

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