Prefeito de Cuiabá gera polêmica com declarações sobre gravidez de servidoras

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Durante uma reunião interna em 22 de outubro de 2025, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, expressou seu desejo de que as servidoras do município não engravidem ao mesmo tempo, o que gerou controvérsias. A declaração foi feita em um contexto onde se discutia o pagamento de benefícios, como o adicional de insalubridade e o Prêmio Saúde, a servidoras em licença-maternidade. O áudio da reunião foi divulgado por veículos de comunicação, como o UOL e o Estadão, provocando ampla repercussão na sociedade e na política local.

A Prefeitura de Cuiabá alegou que a fala do prefeito foi tirada de contexto e utilizada para fins políticos. Em nota, a gestão municipal afirmou que a reunião tinha como objetivo discutir a implementação de um auxílio gestante, visando garantir a segurança financeira das servidoras durante a licença-maternidade. A administração também ressaltou que muitas servidoras perdem benefícios durante o afastamento e que um projeto de lei será enviado à Câmara para assegurar a manutenção da renda das gestantes, incluindo efeitos retroativos.

Além das polêmicas em torno das declarações do prefeito, as mudanças propostas na legislação têm implicações significativas para as servidoras do município. A nova legislação, sancionada posteriormente, garante que as servidoras afastadas por gestação ou lactação recebam o adicional de insalubridade. A Prefeitura reafirma seu compromisso com a valorização das mulheres no serviço público, destacando ações concretas para assegurar direitos e dignidade às servidoras.

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