Prefeito de Budapeste é processado por liderar parada do orgulho LGBTQIA+

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, foi alvo de uma ação judicial devido à sua liderança na Parada do Orgulho LGBTQIA+ de 2025, realizada em desacordo com uma legislação que proíbe manifestações do tipo na Hungria. As acusações foram formalizadas pela Promotoria em 28 de janeiro de 2026, aprofundando a tensão entre a capital húngara e o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán, que tem adotado uma postura cada vez mais rigorosa contra os direitos da comunidade LGBT.

A Promotoria busca um julgamento sumário contra Karácsony, que pode resultar em multa ou até um ano de prisão, conforme a legislação vigente. O prefeito reagiu à acusação, declarando-se um “réu orgulhoso” e afirmando que a cidade se levanta em defesa da liberdade diante de um governo autoritário. Mesmo com a proibição, a Parada do Orgulho de 2025 atraiu centenas de milhares de participantes, tornando-se uma das maiores manifestações do país, desafiando as restrições legais impostas.

As acusações contra Karácsony refletem um padrão de endurecimento das leis contra a comunidade LGBTQIA+ na Hungria, que inclui uma nova legislação aprovada em março de 2025, visando proibir eventos como a Parada do Orgulho. Apesar das adversidades, organizadores já confirmaram a realização da próxima edição para junho de 2026, reafirmando seu compromisso com a luta pelos direitos e liberdades fundamentais da comunidade. A situação continua a gerar debates sobre a liberdade de expressão e os direitos civis na Hungria.

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