Na segunda-feira, Marília Campos, prefeita de Contagem, Minas Gerais, expressou sua insatisfação com a falta de definição do PT em relação às candidaturas para as eleições deste ano. Em uma entrevista, ela argumentou que a estratégia eleitoral do partido está atrasada e destacou a urgência de uma decisão para garantir um processo eleitoral eficaz. A prefeita defende que, caso decida deixar o cargo, sua candidatura ao Senado deve ser a única apoiada por Lula no estado.
O PT enfrenta desafios em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país, e considera apoiar a candidatura do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para uma das cadeiras em disputa. Além disso, o partido também tem um pré-candidato ao governo, o vice-governador Matheus Simões, após sua migração do Novo para o PSD. Essa situação gera incertezas sobre a estratégia do PT e o apoio que poderá oferecer nas próximas eleições.
Caso a candidatura de Marília não se concretize, o PT tem como alternativa apoiar Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, que também se prepara para a disputa gubernamental. Com concorrentes como Simões e o senador Cleitinho Azevedo, a dinâmica eleitoral em Minas se torna cada vez mais complexa. A necessidade de uma definição rápida é imperativa para que o PT se posicione de forma competitiva nas eleições.

