O Banco Central do Brasil informou que a caderneta de poupança registrou um saque líquido de R$ 85,568 bilhões em 2025, tornando-se o terceiro ano mais negativo desde que a série foi iniciada. Este saldo negativo representa o quinto ano consecutivo em que houve mais retiradas do que depósitos, destacando uma tendência preocupante na confiança dos investidores. O último resultado positivo ocorreu em 2020, durante a pandemia de covid-19, quando os depósitos superaram as retiradas em R$ 166,310 bilhões.
Em 2025, os poupadores depositaram um total de R$ 4,272 trilhões, enquanto as retiradas somaram R$ 4,358 trilhões. O rendimento da caderneta foi de R$ 75,858 bilhões, resultando em um saldo total de R$ 1,022 trilhões. Embora dezembro tenha apresentado uma leve captação positiva de R$ 5,410 bilhões, a tendência de saques líquidos continua a levantar preocupações sobre o futuro da caderneta como uma opção de investimento viável no Brasil.
As implicações desse cenário são significativas para a economia brasileira, uma vez que a caderneta de poupança tradicionalmente serve como um termômetro da confiança do consumidor. A contínua desvalorização da poupança pode levar a uma busca maior por investimentos alternativos, afetando o mercado financeiro e as políticas de juros do país. Portanto, a situação exige atenção tanto por parte dos poupadores quanto dos formuladores de políticas econômicas.

