Em uma ação coordenada, as autoridades portuguesas desmantelaram um grupo neonazista conhecido como 1143, que planejava uma ‘guerra racial’ contra minorias étnicas. A operação Irmandade resultou na investigação de pelo menos 37 pessoas, das quais cinco foram presas preventivamente. Os membros do grupo, com idades entre 30 e 54 anos, são acusados de incitação ao ódio e ações violentas contra imigrantes e outras minorias.
Documentos da promotoria revelam que a organização era liderada por um indivíduo já encarcerado por atos relacionados ao extremismo. Conversas interceptadas entre ele e seu vice sugerem planos para ataques violentos e intimidatórios. Além disso, o grupo promovia a sua ideologia através de vídeos e cartazes provocativos, evidenciando uma intenção clara de perseguir e intimidar minorias, especialmente a comunidade islâmica.
As implicações desse desmantelamento vão além da prisão de alguns membros, revelando uma preocupação crescente com a radicalização e a violência de grupos extremistas em Portugal. A Polícia Judiciária destacou que a organização adotava uma ideologia nazista, refletindo uma cultura de extrema direita que busca intimidar e coagir minorias étnicas. A operação também levanta questões sobre a presença de indivíduos com cargos públicos envolvidos em atividades extremistas, o que poderá exigir um olhar mais atento das autoridades sobre a segurança nacional.

