Polícia perde acesso rotineiro a anotações de vítimas de estupro

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A polícia não terá mais acesso rotineiro às anotações de aconselhamento de vítimas de estupro, segundo nova orientação divulgada. Agora, os pedidos para acessar os registros pessoais das vítimas só poderão ser atendidos quando considerados necessários e proporcionais, visando um maior cuidado com a privacidade das vítimas. Essa mudança é um passo importante na busca por um tratamento mais respeitoso e ético em relação a sobreviventes de crimes sexuais.

A nova diretriz pretende assegurar que as vítimas de estupro se sintam mais protegidas e à vontade para buscar apoio psicológico, sem o temor de que suas informações pessoais sejam acessadas sem a devida justificativa. Essa política é parte de um movimento mais amplo para melhorar a resposta das autoridades a crimes sexuais, priorizando a dignidade e os direitos das vítimas. A implementação dessa medida pode também influenciar o modo como outros países lidam com questões semelhantes.

Com essa alteração, espera-se que haja um impacto positivo no relacionamento entre vítimas e autoridades, promovendo um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para reportar crimes. Além disso, a mudança pode resultar em um aumento na confiança nas instituições de justiça, crucial para a luta contra a impunidade em casos de violência sexual. O desdobramento desta política será observado de perto por defensores dos direitos humanos e organizações que atuam na proteção das vítimas.

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