A Polícia Federal (PF) está conduzindo investigações sobre o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central no final do ano passado, devido a supostas fraudes financeiras. Relatórios indicam que a instituição apresenta ‘fortes indícios’ de desvio de recursos, o que gera um ‘risco sistêmico’ ao sistema financeiro do Brasil. A operação, denominada Compliance Zero, teve sua segunda fase deflagrada no dia 14 de janeiro de 2026, com a análise de movimentações financeiras suspeitas.
Entre os indícios levantados estão transferências de valores significativos, como R$ 9 milhões para o pai do banqueiro Daniel Vorcaro. A PF também identificou empresas que, mesmo com capital social reduzido, cediam direitos creditórios de alto valor, o que levanta questões sobre a integridade das operações financeiras realizadas pelo banco. A defesa de Vorcaro nega irregularidades, afirmando que o banqueiro colaborou com as autoridades durante a investigação.
As implicações desse caso são amplas, afetando cerca de 1,6 milhão de investidores que aguardam ressarcimento por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A situação possui um rombo estimado em R$ 41 bilhões, o que representa aproximadamente um terço dos recursos do fundo. As investigações estão centradas em um esquema complexo que pode envolver crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro, afetando assim a confiança no sistema financeiro nacional.

