A poucos dias do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, a seleção italiana de curling se vê no centro de uma controvérsia. O técnico Marco Mariani decidiu excluir a experiente atleta Angela Romei e convocar sua filha, Rebecca Mariani, para a equipe feminina, gerando indignação entre os fãs e especialistas do esporte.
Angela Romei, que faz parte da seleção desde 2017 e possui vasta experiência em competições internacionais, expressou sua decepção com a decisão. Em declarações à imprensa, ela mencionou que esperava uma discussão mais fundamentada sobre o desempenho das jogadoras antes de tal escolha, considerando-a uma injustiça em relação a sua trajetória na equipe. Por outro lado, Mariani defendeu sua decisão, argumentando que sua filha possui as qualidades necessárias para contribuir na competição olímpica.
A Federação Italiana de Esportes no Gelo (Fisg) saiu em defesa do treinador, afirmando que a decisão foi técnica e baseada no desempenho individual das atletas. A entidade ressaltou que Rebecca, como reserva, possui habilidades que a tornam uma jogadora versátil, capaz de atuar em diversas posições, o que proporcionaria maior segurança à equipe durante os Jogos. Essa situação levanta questões sobre nepotismo e a transparência nas escolhas dos treinadores no mundo do esporte.

