Plano dos EUA para Venezuela prioriza distensão e evita ruptura abrupta

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 1 min.

O cientista político Márcio Coimbra analisa o plano de três fases apresentado pelos Estados Unidos para a Venezuela, que se concentra em uma distensão do regime em vez de uma transição democrática imediata. Segundo ele, essa abordagem visa evitar uma ruptura radical que poderia causar uma guerra civil no país, já que a situação política é complexa e inclui interesses militares e externos.

Coimbra destaca que a presidente interina, Delcy Rodríguez, desempenha um papel crucial nesse processo, sendo vista como uma figura pragmática disposta ao diálogo. No entanto, o ambiente político é instável, com tensões entre os setores mais ideológicos do chavismo e aqueles dispostos a negociar. A relação com os militares é essencial para a manutenção do poder de Rodríguez, que precisa equilibrar suas declarações públicas para evitar um golpe.

As negociações atuais, que incluem um acordo de petróleo entre Venezuela e Estados Unidos, são vistas como uma estratégia para reduzir tensões internas e estabilizar a situação. Contudo, Coimbra alerta que qualquer erro nas comunicações pode desestabilizar esse frágil equilíbrio. O futuro da Venezuela dependerá, portanto, de um processo gradual, mediado e complexo, longe de rupturas imediatas.

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