A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou que só avaliará a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, caso receba uma representação formal a respeito. Até o momento, não houve qualquer solicitação, o que resulta na ausência de discussões sobre o assunto na PGR. A probabilidade de uma análise depende, portanto, de uma provocação de outros órgãos ou da sociedade civil.
Recentemente, a situação foi intensificada por alegações de que o cunhado de um banqueiro fez investimentos em um resort pertencente aos irmãos de Toffoli. Essa revelação está mobilizando parlamentares que exigem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. Os legisladores afirmam que o ministro deveria se declarar impedido devido ao potencial conflito de interesses que a situação representa.
O atual procurador-geral, Paulo Gonet, adota a prática de só atuar mediante provocação externa, como evidenciado em casos anteriores. No entanto, ele já se manifestou em situações semelhantes, como a que envolveu o ministro Alexandre de Moraes, onde não encontrou indícios suficientes para seguir com a investigação. A expectativa é que, sem uma provocação formal, a PGR mantenha sua posição de não avaliar a suspeição de Toffoli.

