A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que a perícia da nova fase da operação sobre o Banco Master deve levar de quatro a seis meses. A investigação envolve a análise de documentos de 101 pessoas físicas e jurídicas, além do material apreendido em 42 endereços em São Paulo, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A complexidade do caso torna difícil prever conclusões antes do final do primeiro semestre de 2026.
Durante esse período, a PGR avaliará a quebra de sigilo bancário e fiscal, bem como a movimentação financeira de algumas das pessoas envolvidas, que apresentam movimentações bilionárias. A análise será realizada em conjunto com a Polícia Federal, e a procuradoria tem a estrutura necessária para lidar com a quantidade de dados coletados. A determinação do STF para que a PGR conduza a análise é considerada atípica, pois normalmente a Polícia Federal faz essa avaliação primeiro.
Caso as evidências sejam suficientes, a PGR decidirá sobre a apresentação de acusações formais, incluindo contra o acionista controlador do Banco Master. Embora não haja discussões sobre a reversão da liquidação da instituição, a investigação se concentra em possíveis fraudes na gestão. As instituições envolvidas buscarão manter um diálogo produtivo para preservar a integridade das provas e minimizar tensões durante o processo investigativo.

