Nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, a Polícia Federal anunciou o adiamento dos depoimentos de três investigados no inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga fraudes financeiras relacionadas à compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília. Os depoimentos, que incluíam ex-diretores e sócios do Banco Master, foram suspensos após as defesas alegarem a falta de acesso aos autos das investigações.
O único investigado que já prestou depoimento, Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master, afirmou ter respondido a todas as perguntas e se disponibilizou para novos esclarecimentos. O ministro Dias Toffoli determinou que a investigação tramita no STF em razão da citação de um deputado federal, que possui foro privilegiado. A magnitude das fraudes investigadas pode atingir até R$ 17 bilhões, envolvendo a concessão de créditos falsos pelo Banco Master.
O adiamento dos depoimentos traz incertezas sobre o andamento da investigação e destaca as complicações legais que envolvem figuras públicas, como os ex-diretores do Banco Master e o Banco Regional de Brasília. A continuidade das investigações dependerá da resolução do acesso aos autos, cuja data ainda não foi marcada. O desfecho deste caso pode ter implicações significativas para o sistema financeiro e as responsabilidades legais de seus envolvidos.

