A Polícia Federal (PF) quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades relacionadas ao Banco Master, com a autorização do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tornada pública em 16 de janeiro, após ser aprovada em 6 de janeiro, e visa aprofundar as investigações sobre possíveis crimes financeiros, incluindo gestão fraudulenta e lavagem de capitais.
As quebras de sigilo se referem a movimentações financeiras que ocorreram entre 20 e 21 de outubro de 2025. A determinação do STF inclui o sequestro e bloqueio de bens de 38 indivíduos, que podem somar até R$ 5,77 bilhões. Entre os envolvidos estão figuras de destaque, como o proprietário do Banco Master e seu cunhado, um pastor e empresário, ambos com vínculos anteriores a investimentos controversos.
A investigação, que ocorre no contexto da segunda fase da Operação Compliance Zero, levanta questões sobre a complexidade das relações financeiras e a possível exploração de vulnerabilidades no mercado de capitais. A continuidade das apurações poderá trazer à tona novas informações sobre a ligação entre os investigados e os crimes em questão, além de implicar em consequências legais e financeiras significativas para os envolvidos.

