PF alega que prazo de Toffoli prejudicou operação contra Banco Master

Bianca Almeida
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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, manifestou que o prazo estabelecido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, prejudicou a operação contra o Banco Master, realizada nesta quarta-feira. Segundo Rodrigues, o tempo adicional foi necessário para atualizar os endereços dos alvos da operação, permitindo diligências prévias que garantissem a eficácia das ações policiais.

Em resposta às críticas de Toffoli sobre a suposta inércia da PF, Rodrigues argumentou que o deslocamento dos investigados, devido ao seu alto poder aquisitivo, tornava a operação mais complexa. Ele destacou que a PF já havia informado ao ministro sobre as dificuldades enfrentadas, em conversas anteriores. Além disso, o diretor-geral alertou que a apreensão de dispositivos eletrônicos sem a devida análise poderia comprometer as investigações, especialmente em relação a dados criptografados.

A situação levanta preocupações sobre a relação entre o Poder Judiciário e os órgãos de investigação. As críticas do ministro Toffoli à PF, juntamente com a necessidade de cumprir prazos processuais, podem resultar em impactos significativos nas operações futuras. O desenrolar dessa situação poderá influenciar a condução de investigações e a colaboração entre diferentes esferas do governo.

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