A Venezuela, marcada por ondas de nacionalização desde os anos 2000, ainda abriga operações de algumas petrolíferas estrangeiras, incluindo a Chevron, que produz cerca de 20% do petróleo do país. Apesar das incertezas políticas e econômicas, a empresa americana continua suas atividades sob regulamentações específicas, enquanto outras como Repsol, Eni e Maurel & Prom mantêm parcerias com a estatal Petroleos de Venezuela SA.
O cenário atual, caracterizado por uma administração temporária apoiada pelos EUA, levanta questões sobre a disposição de grandes petroleiras em investir no país. A Chevron, embora focada na recuperação de dívidas, permanece em uma posição estratégica para aumentar a produção. Especialistas apontam que a instabilidade política e a intervenção militar estrangeira dificultam o retorno de empresas que deixaram a Venezuela, como ExxonMobil e ConocoPhillips, que ainda têm compensações pendentes.
As tensões geopolíticas, especialmente com a China, complicam ainda mais o panorama. Analistas indicam que o ambiente de negócios permanece arriscado e que as petrolíferas americanas terão que avaliar cuidadosamente qualquer investimento futuro. O futuro da indústria petrolífera na Venezuela depende, portanto, da estabilidade política e da capacidade do governo de criar um ambiente favorável para os investidores estrangeiros.

