A presença de empresas petrolíferas estrangeiras na Venezuela, como Chevron, Repsol e Eni, permanece incerta após as ondas de nacionalização que marcaram o início dos anos 2000. Atualmente, a Chevron, com autorização especial, produz cerca de 140 mil barris de petróleo por dia, representando 20% da produção nacional. O recente contexto político, com a deposição de Nicolás Maduro, levanta questões sobre o retorno de outras empresas estrangeiras ao mercado venezuelano.
As dificuldades enfrentadas por empresas como ExxonMobil e ConocoPhillips, que ainda aguardam compensações pela expropriação de ativos, evidenciam os riscos associados ao investimento na Venezuela. Especialistas apontam que, mesmo diante de oportunidades, a instabilidade política e as tensões geopolíticas, especialmente com a China, são obstáculos significativos. Embora a Chevron busque reembolsos de dívidas, a injeção de novos investimentos para aumentar a produção é incerta.
O futuro das petrolíferas na Venezuela dependerá de um ambiente político mais seguro e de regras claras para negócios. A capacidade das empresas americanas de se posicionar efetivamente em um cenário de instabilidade e intervenção militar será crucial. O professor Edmar Almeida alerta que a situação atual pode desencadear impactos não apenas na Venezuela, mas em toda a América Latina, refletindo a complexidade da dinâmica do mercado energético regional.

