Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta terça-feira, 6, com queda significativa, refletindo a volatilidade do mercado. A pressão veio da percepção de uma oferta global abundante, somada às incertezas sobre a situação política e econômica da Venezuela, um importante produtor de petróleo. O WTI para fevereiro caiu 2,04%, enquanto o Brent para março registrou queda de 1,72%.
Analistas do ING alertam que os recentes desdobramentos na Venezuela podem acarretar riscos adicionais à oferta de petróleo no curto prazo. Para que haja um aumento significativo na produção, seriam necessários investimentos substanciais na infraestrutura energética do país. A Pepperstone também expressou ceticismo quanto a uma rápida recuperação da produção venezuelana, considerando o estado precário das instalações e a necessidade de bilhões de dólares em investimento.
A situação geopolítica também é acompanhada de perto, com o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionando a abundância de petróleo disponível para exploração, o que poderia pressionar os preços para baixo. Especialistas como Charles-Henry Monchau destacam que uma mudança política na Venezuela poderia beneficiar empresas do setor, mas a retomada de investimentos ainda parece distante. A continuidade da incerteza no mercado pode manter a pressão sobre os preços do petróleo a curto e médio prazo.

