Petróleo fecha em baixa, mas acumula alta de 13% no mês devido a tensões

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em queda, com o WTI e o Brent recuando 0,32% e 0,39%, respectivamente. Essa volatilidade se deu em meio a tensões no Oriente Médio, especialmente com a possibilidade de ações militares dos Estados Unidos contra o Irã, que limitaram perdas mais acentuadas. Apesar da baixa no dia, o mercado ainda acumulou altas expressivas de 13,6% para o WTI e 13,9% para o Brent ao longo do mês.

Analistas do MUFG observaram que a realização de lucros tomou força durante o pregão, enquanto o fortalecimento do dólar e a busca por ativos de menor risco impactaram a dinâmica do mercado. A consultoria Gelber & Associates indicou que o recuo dos preços reflete um ajuste técnico após uma forte alta, com um volume de negociações elevado que sugere redistribuição de posições. O chefe de Análise Geopolítica da Rystad Energy, Jorge Leon, ressaltou que o mercado está reprecificando rapidamente o risco de um confronto militar direto, impulsionado pela retórica do presidente americano e pelo histórico de ações militares de seu governo.

Além disso, a possível indicação do ex-diretor do Federal Reserve, Kevin Warsh, para a presidência do banco central dos EUA também influenciou o mercado, elevando o dólar e pressionando as commodities. A tensão geopolítica e a expectativa em relação ao futuro econômico continuam a moldar as negociações de petróleo, mantendo os investidores em alerta. As próximas semanas serão cruciais para entender como esses fatores afetarão a estabilidade dos preços no mercado global.

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