Nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, os preços do petróleo sofreram novas quedas em resposta a anúncios do governo dos Estados Unidos sobre a exploração das vastas reservas de hidrocarbonetos da Venezuela. O barril de petróleo Brent, negociado em Londres para entrega em março, caiu 1,22%, alcançando 59,96 dólares, enquanto o West Texas Intermediate teve uma queda de 2,00%, cotado a 55,99 dólares. Essas movimentações de mercado refletem a crescente pressão sobre os preços em um contexto de oferta já considerada excedente.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a Venezuela forneceria entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo para os EUA, que seriam comercializados a preço de mercado. No entanto, especialistas como Simon Lack, da Catalyst Energy Infrastructure Fund, destacam que essa mudança não aumentará o fornecimento global, mas apenas redirecionará as entregas, impactando compradores como a China. Além disso, o governo dos EUA pretende controlar a comercialização do petróleo venezuelano por tempo indefinido, aumentando a produção que atualmente gira em torno de um milhão de barris diários.
Essas ações têm implicações significativas no mercado global, especialmente considerando a já elevada oferta de petróleo. A perspectiva de um aumento na produção venezuelana, em um cenário de preços em baixa, pode afetar a dinâmica do mercado e as relações de comércio entre os países. A continuidade dessa estratégia americana poderá provocar uma reavaliação das alianças comerciais e influenciar os preços internacionais do petróleo nos próximos meses.

