Durante um fórum no Panamá, na quarta-feira (28), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs uma conversa ao seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, sobre a crise de segurança e comercial que afeta ambos os países. Essa crise é marcada por uma guerra tarifária iniciada por Noboa, que critica a Colômbia por não agir de forma eficaz contra grupos narcotraficantes que atuam na fronteira entre as nações.
O embate tarifário se intensificou com Noboa impondo uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos, medida que foi imediatamente replicada por Bogotá. Além disso, o Equador aumentou em 900% a tarifa do transporte de petróleo colombiano, uma ação que Noboa justifica como compensação pelos custos de segurança na fronteira, que mede quase 600 quilômetros de extensão. O alto índice de homicídios no Equador, que lidera a América Latina, e a produção de cocaína pela Colômbia também são fatores críticos neste contexto.
Apesar da proposta de diálogo de Petro, Noboa não respondeu diretamente, mas enfatizou a necessidade de prender criminosos para garantir os direitos dos cidadãos. A proposta de diálogo pode ser um passo significativo para reduzir as tensões entre os países, mas a falta de acordo sobre as datas para uma reunião anterior indica que desafios persistem. A cooperação entre Colômbia e Equador é essencial para enfrentar o narcotráfico e a violência que afetam ambas as nações.

