Levantamento do Procon Goiás mostrou que a compra de material escolar pode pesar muito mais no bolso dependendo do estabelecimento. A pesquisa, realizada em 14 lojas de Goiânia entre dezembro de 2025, analisou 73 itens e encontrou variações extremas, com destaque para o lápis preto nº 2 da marca Bic, vendido entre R$ 0,80 e R$ 7,30, uma diferença de 812,56%.
Outros produtos básicos também apresentaram oscilações expressivas. O mesmo lápis da Faber-Castell variou até 688%, enquanto colas escolares chegaram a diferenças superiores a 600%. A cola líquida Maxi, por exemplo, foi encontrada de R$ 1,50 a R$ 11,50, e a cola em bastão da Print oscilou entre R$ 1,90 e R$ 12,65. Até itens simples, como borracha branca e lapiseira, tiveram variações acima de 500%.
O estudo também comparou preços entre 2025 e 2026. A cola branca foi o produto que mais encareceu no período, com alta de 48%, enquanto alguns itens registraram queda significativa, como o caderno espiral de 10 matérias, cujo preço médio caiu quase pela metade.
Diante desse cenário, o Procon reforça que a pesquisa de preços é essencial para evitar gastos desnecessários. A recomendação inclui compras coletivas para obter descontos, reaproveitamento de materiais de anos anteriores e atenção às regras do Código de Defesa do Consumidor, que proíbe escolas de exigirem marcas específicas ou materiais de uso coletivo.
O órgão também orienta cautela nas compras on-line, com verificação do CNPJ, endereço físico e canais de atendimento das lojas, além de atenção aos prazos de entrega. O consumidor tem direito ao arrependimento em até sete dias após a compra pela internet, o que amplia a segurança na aquisição dos produtos.

