A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta sobre os riscos associados ao uso de piscinas infláveis, especialmente para crianças com menos de cinco anos. Especialistas da entidade ressaltam que apenas três a cinco centímetros de água são suficientes para causar afogamento em bebês e crianças pequenas, o que destaca a importância da supervisão contínua por um adulto durante atividades aquáticas.
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) revelam que, em média, 16 brasileiros morrem afogados todos os dias, sendo quatro dessas vítimas crianças. O alerta da SBP é ainda mais relevante durante o verão e as férias escolares, períodos em que o número de acidentes tende a aumentar. No litoral de São Paulo, por exemplo, foram registradas 30 mortes por afogamento entre dezembro e janeiro, conforme o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).
Para garantir a segurança, a SBP recomenda que a supervisão das crianças seja feita a uma distância segura e que o uso de boias não substitui os cuidados necessários, já que esses itens podem oferecer uma falsa sensação de segurança. A entidade também sugere a instalação de cercas de proteção ao redor das piscinas e orientações sobre cuidados com o sol e a higiene das piscinas infláveis, como esvaziá-las e guardá-las fora do alcance das crianças quando não estiverem em uso.

