Diante da polarização entre as candidaturas de petistas e bolsonaristas, partidos de centro e centro-direita no Brasil estão debatendo a possibilidade de adotar uma estratégia de neutralidade nas próximas eleições. Essa abordagem facilitaria que os diretórios estaduais decidissem seus apoios com base nas realidades locais, sem um comprometimento formal a nível nacional.
A proposta de neutralidade é vista como uma forma de acomodar as divergências internas dos partidos, como demonstrado pela posição do MDB, que varia entre apoio ao governo federal em algumas regiões e resistência em outras. O presidente do MDB, Baleia Rossi, reconheceu que liberar seus diretórios poderia ser uma solução viável em um cenário polarizado, permitindo que cada estado faça suas próprias escolhas eleitorais.
Se implementada, a neutralidade poderia ampliar a margem de manobra para candidatos em regiões como o Nordeste, onde alianças com o centro e a esquerda se tornam mais viáveis. Além disso, a postura dos partidos em relação ao governo Lula pode influenciar as negociações eleitorais e as alianças futuras, destacando a complexidade do cenário político brasileiro.

