O Partido União, Solidariedade e Desenvolvimento (PUSD), alinhado aos militares, anunciou sua vitória nas recentes eleições em Mianmar, realizadas sob a supervisão da junta militar. A declaração foi feita por um dirigente do partido, que solicitou anonimato, e confirmou que conquistaram a maioria das cadeiras. Os resultados finais devem ser divulgados em breve, enquanto o novo Parlamento se preparará para escolher o presidente do país em março.
As eleições foram amplamente vistas como uma formalidade para legitimar o controle militar, já que observadores internacionais e críticos apontam a falta de concorrência justa. O PUSD é considerado um representante civil do regime militar que depôs Aung San Suu Kyi em um golpe em 2021. Além disso, a votação não ocorreu em áreas controladas por facções rebeldes, agravando a situação política e social do país.
O chefe da junta militar, Min Aung Hlaing, visitou centros de votação e não descartou a possibilidade de assumir a presidência do novo governo. Especialistas da ONU alertam que a aceitação internacional das eleições poderá ser um obstáculo para a resolução da crise em Mianmar. O futuro político do país permanece incerto, especialmente com a oposição ainda silenciada e a população vivendo sob condições de conflito.

