O Parlamento Europeu decidiu, em 21 de janeiro de 2026, enviar o acordo comercial UE-Mercosul ao Tribunal de Justiça da União Europeia para uma análise da sua legalidade. A votação ocorreu com uma diferença mínima, onde 334 eurodeputados apoiaram a moção e 324 se opuseram, resultando em um atraso significativo na ratificação do tratado, que foi oficialmente assinado no último sábado em Assunção, no Paraguai.
Esse tratado, que visa a eliminação progressiva de tarifas de importação para mais de 90% do comércio entre a União Europeia e o Mercosul, enfrentou resistência principalmente de países como França, que expressaram preocupações sobre o impacto no setor agrícola europeu. Apesar da oposição, defensores do acordo, como representantes da Alemanha e da Espanha, argumentam que ele é essencial para abrir novos mercados e reduzir a dependência da China, além de compensar perdas comerciais causadas por políticas dos Estados Unidos.
Os próximos passos incluem uma possível pressão de grupos ambientalistas sobre a decisão do Parlamento e a expectativa de uma votação final em abril ou maio. Para o Mercosul, a assinatura do tratado representa uma abertura estratégica ao mercado europeu, que é a terceira maior economia do mundo, aumentando significativamente o acesso das empresas do bloco ao mercado europeu e potencialmente melhorando a competitividade da região no cenário internacional.

