No último sábado, 24 de janeiro, o Palácio do Planalto implementou grades de proteção ao redor de suas instalações em Brasília, como resposta à marcha liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, prevista para chegar à capital no dia seguinte. O ato é um protesto contra as condenações ligadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023, e foi organizado para percorrer cerca de 240 quilômetros em mobilização popular.
A ação de segurança foi justificada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que destacou a necessidade de medidas preventivas em razão da possibilidade de manifestações nas proximidades do Palácio. A marcha, que inicialmente tinha baixa adesão, ganhou força nas redes sociais, aumentando o engajamento entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também está sob custódia em Brasília.
Além das medidas de segurança, a situação foi agravada pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a remoção de acampamentos nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda. Moraes enfatizou que os direitos de reunião e manifestação não são absolutos e devem ser exercidos de forma que respeitem os direitos dos demais cidadãos, refletindo assim a complexidade do cenário político atual.

