Arábia Saudita, Catar e Omã convenceram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a não atacar o Irã em resposta à repressão das manifestações no país. O alerta sobre as graves repercussões de uma ação militar foi destacado por um funcionário saudita de alto escalão nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026. As manifestações no Irã, que começaram em dezembro, refletem um descontentamento generalizado com o regime teocrático no poder desde 1979.
Desde o início dos protestos, Trump fez diversas ameaças de intervenção militar, mas, segundo informações, teria recebido relatos de que a repressão estaria diminuindo. O Irã, por sua vez, enfrenta críticas de organizações de direitos humanos, que relatam milhares de mortes e uma severa limitação do acesso à internet. O governo iraniano, por sua vez, nega os relatos de mortes de manifestantes e afirma ter controle da situação no país, onde a vida parece ter voltado ao normal em algumas áreas.
As repercussões de um possível ataque militar ao Irã poderiam desestabilizar ainda mais a região, levando a um aumento das tensões geopolíticas. O ministro das Relações Exteriores do Irã advertiu sobre a defesa do país contra qualquer ameaça estrangeira, enquanto outros países como Turquia e China se opõem a intervenções no Irã. A situação continua a evoluir, com a possibilidade de novas negociações diplomáticas na busca por uma resolução pacífica do conflito.

