O ouro bateu um novo recorde histórico em 26 de janeiro de 2026, ultrapassando a marca de US$ 5.100 por onça. Este salto nos preços ocorre em meio a crescentes tensões geopolíticas e incertezas fiscais, que têm levado investidores a buscar ativos considerados mais seguros. O metal precioso também viu uma leve correção, sendo cotado acima de US$ 5.080 nas negociações subsequentes.
A valorização do ouro reflete uma tendência de alta iniciada em 2025, intensificada por choques políticos e preocupações em relação ao dólar. Os analistas do Union Bancaire Privée e do Goldman Sachs destacam que o apetite por ouro tem crescido, com as compras por bancos centrais atingindo níveis recordes. As projeções indicam que o preço pode chegar a US$ 5.200 por onça até o final do ano e a US$ 5.400 até dezembro de 2026.
Além das aquisições por investidores institucionais e de varejo, as compras físicas por famílias de alta renda e novos instrumentos de hedge têm ganhado relevância. A combinação de um dólar mais fraco e a confiança abalada em mercados tradicionais reforça o apelo do ouro como um ativo defensivo. Esse cenário sugere uma mudança estrutural na alocação de portfólios, com o metal precioso se consolidando como peça central nas estratégias de proteção em um ambiente econômico global incerto.

