Otan intensifica esforços de segurança no Ártico diante de ambições dos EUA

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

A Otan, liderada pelo secretário-geral Mark Rutte, anunciou neste dia 12 de janeiro de 2026 suas iniciativas para fortalecer a segurança no Ártico, em meio às crescentes ambições dos Estados Unidos sobre a Groenlândia. Durante uma conferência em Zagreb, Rutte destacou que os 32 países da aliança militar estão avaliando a situação, reconhecendo a importância de proteger a região contra a crescente presença russa e chinesa.

Desde o ano passado, os membros da Otan, incluindo Estados Unidos e Dinamarca, têm debatido medidas para garantir a segurança do Ártico. Recentemente, a questão foi discutida em Bruxelas, onde foram consideradas opções como o aumento do número de navios na região, embora nenhuma decisão concreta tenha sido tomada. Além disso, países europeus, como França e Alemanha, estão buscando formas de responder à postura assertiva dos EUA de maneira convincente.

As declarações de Donald Trump sobre a intenção dos EUA de controlar a Groenlândia, com o argumento de que, se não o fizerem, Rússia ou China tomarão a iniciativa, intensificaram as preocupações de aliados europeus. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, expressou que tal movimento poderia comprometer a aliança militar transatlântica. Com isso, a Otan enfrenta o desafio de equilibrar as relações entre os membros e responder adequadamente às tensões emergentes na região ártica.

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