Otan amplia atuação no Ártico e alerta Europa sobre dependência dos EUA

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, anunciou que a aliança militar terá um papel mais significativo na segurança do Ártico. A declaração foi feita durante uma audiência na Comissão de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu, onde o dirigente enfatizou a necessidade de agir frente à presença crescente de potências como Rússia e China na região, especialmente em relação à Groenlândia.

Rutte destacou que a Otan já definiu duas frentes de trabalho visando expandir sua atuação no extremo norte, o que inclui esforços para evitar a divisão entre a Europa e os Estados Unidos. Ele alertou que uma defesa europeia independente exigiria investimentos imensos, significativamente superiores aos atuais, o que poderia complicar ainda mais a situação geopolítica da região. O secretário-geral também mencionou a importância do apoio financeiro da União Europeia à Ucrânia, defendendo uma maior flexibilidade nas compras de equipamentos militares.

As declarações de Rutte podem levar a um aumento estrutural nos gastos militares na Europa, especialmente em áreas estratégicas como o Ártico. Esta mudança na postura da Otan pode ter repercussões significativas para rotas comerciais, exploração de recursos naturais e segurança marítima, em um contexto de crescente competição geopolítica no Hemisfério Norte. Assim, a aliança busca reforçar sua presença em uma região vital para os interesses globais.

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