Integrantes da oposição na Venezuela estão em expectativa pela libertação de prisioneiros políticos, após um anúncio feito pelo governo interino de Delcy Rodríguez. A soltura foi iniciada na quinta-feira, impulsionada por pressões dos Estados Unidos, e ocorre em um contexto de crescente tensão política após a reeleição do ex-presidente Nicolás Maduro sob denúncias de fraude. A esposa de um prisioneiro, Freddy Superlano, expressou esperança ao relatar que ele está forte e confiante em sua liberdade.
Desde o início do processo de libertação, cerca de 20 prisioneiros foram soltos, segundo organizações não governamentais, muito abaixo do número significativo que o governo havia prometido. Superlano, que estava detido na penitenciária de Rodeo I, pôde ver sua esposa pela primeira vez desde sua prisão, o que renovou as esperanças de outros familiares que aguardam por notícias de seus entes queridos. O cenário é tenso, especialmente após as acusações contra Maduro nos Estados Unidos, onde ele enfrenta um processo criminal.
Os familiares de presos políticos se reuniram em frente à penitenciária, demonstrando união e força na luta pela liberdade de seus entes. A ONG Foro Penal reporta que mais de 800 pessoas permanecem detidas na Venezuela por razões políticas, refletindo a grave crise de direitos humanos no país. A situação continua a se desenvolver, enquanto a oposição se mantém vigilante em busca de mudanças significativas no cenário político venezuelano.

