Os partidos de oposição na França, incluindo o extrema-esquerda França Insubmissa e o extrema-direita Reunião Nacional, protocolaram moções de desconfiança contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Essa ação ocorre em um contexto de crescente descontentamento em relação ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que pode ser aprovado em breve. O governo minoritário de Macron tenta lidar com a pressão interna e a necessidade de aprovar um orçamento atrasado para 2026.
As moções evidenciam a fragilidade do governo, que enfrenta um Parlamento turbulento e dividido. Enquanto Macron afirma que a França votará contra o acordo, a aprovação depende de uma maioria qualificada entre os Estados-membros da UE. Críticos, principalmente da França, alertam que o acordo pode resultar em um aumento nas importações de produtos alimentícios, prejudicando os agricultores locais, o que intensifica o descontentamento popular.
Embora as chances de sucesso das moções sejam consideradas baixas, elas destacam a instabilidade política que o governo de Macron enfrenta antes das eleições presidenciais de 2027. O primeiro-ministro, Sebastien Lecornu, expressou que essas ações podem enfraquecer a posição da França na Europa, enquanto o país busca demonstrar unidade em um momento crucial. O desdobramento dessa situação poderá impactar tanto a política interna quanto as relações comerciais da França com a UE e o Mercosul.

