Na França, partidos de oposição, incluindo grupos de extrema-direita e extrema-esquerda, protocolaram moções de desconfiança contra o governo do presidente Emmanuel Macron. A iniciativa ocorre em meio à expectativa de aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, prevista para esta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, em um Parlamento já conturbado.
As moções de desconfiança ressaltam o desafio político enfrentado por Macron, que luta para aprovar um orçamento atrasado para 2026. O partido de extrema-esquerda França Insubmissa (LFI) e o de extrema-direita Reunião Nacional (RN) criticam o governo, alegando que o acordo prejudicará os agricultores franceses ao aumentar as importações de produtos alimentícios baratos. Apesar das ameaças de destituição, a expectativa é que os opositores não consigam os votos necessários para derrubar o governo.
Em resposta às críticas, Macron já declarou que a França votará contra o acordo, embora a aprovação exija apenas o apoio da maioria qualificada dos Estados-membros da UE. As disputas políticas atuais colocam o governo em uma posição delicada, especialmente com a eleição presidencial de 2027 se aproximando. A situação reflete a crescente tensão entre a necessidade de abrir novos mercados e a proteção dos interesses agrícolas nacionais.

