O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusou Israel de estabelecer um sistema de apartheid na Cisjordânia, em um relatório divulgado em 7 de janeiro de 2026. A acusação surge em um momento crítico, após a aprovação do governo israelense para a construção de 764 novas unidades habitacionais em assentamentos da região, aumentando as tensões entre israelenses e palestinos.
O documento aponta que a discriminação sistemática contra os palestinos se intensificou, afetando severamente o acesso a direitos fundamentais, como saúde e educação. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, destacou que as políticas de Israel criam um ambiente de controle e restrição, semelhante ao apartheid, que perpetua a opressão da população palestina. Além disso, o relatório alerta para as violências crescentes e a falta de responsabilização por crimes cometidos contra palestinos na Cisjordânia.
Diante desse cenário, a ONU apelou para que Israel cesse suas atividades de assentamento e respeite o direito à autodeterminação do povo palestino. No entanto, a expectativa de cumprimento desse pedido é baixa, especialmente após o avanço de planos de expansão de assentamentos sob a liderança do governo atual. O relatório destaca a necessidade urgente de uma mudança de abordagem para evitar uma crise humanitária ainda mais profunda na região.

