As Nações Unidas afirmaram que a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, viola princípios fundamentais do direito internacional. Realizada em 3 de janeiro de 2026, a ação gerou um forte posicionamento da ONU, que alertou sobre a ameaça à integridade territorial da Venezuela, conforme o Artigo 2º da Carta da ONU.
Ravina Shamdasani, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, destacou a importância de respeitar a soberania dos Estados, enfatizando que a ação americana foi amplamente condenada pela comunidade internacional. Países como Rússia e China criticaram a intervenção, acusando os EUA de hipocrisia e bullying, e expressaram suas preocupações durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
A justificativa dos EUA para a operação foi a necessidade de cumprir um mandado de prisão contra Maduro, acusado de narcoterrorismo. No entanto, o desdobramento da situação levanta questões sobre a legalidade da intervenção e suas consequências para a geopolítica na América Latina, além de potencializar tensões entre Washington e seus opositores internacionais.

