ONGs pedem suspensão de perfuração da Petrobras no Amapá após vazamento

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Organizações ambientais e movimentos sociais solicitaram a suspensão imediata das atividades de perfuração da Petrobras no Amapá, após um vazamento de fluido de perfuração no poço Morpho. O incidente ocorreu no dia 4 de janeiro de 2026, a 175 quilômetros da costa do estado, resultando na liberação de aproximadamente 15 mil litros de fluido no mar. As entidades alegam que a Petrobras não garantiu a segurança necessária para a operação, o que levanta preocupações sobre possíveis danos ambientais.

As organizações que protocolaram o pedido de suspensão incluem o Instituto Arayara, Greenpeace Brasil, WWF-Brasil, e outros, que destacam que o fluido de perfuração é uma mistura complexa de produtos químicos e gases. Segundo as entidades, o vazamento é uma evidência de que o Estudo de Impacto Ambiental realizado para a atividade é falho e não contempla adequadamente os riscos associados a emergências na região. Além disso, criticam a falta de consulta prévia às comunidades indígenas e quilombolas, que é uma exigência legal em projetos com potencial impacto em seus territórios.

A Petrobras, por sua vez, defende que o fluido de perfuração é biodegradável e que vazamentos são comuns na indústria, minimizando o impacto ambiental do ocorrido. A exploração do poço foi temporariamente interrompida e deve ser retomada em 15 dias, embora a empresa não tenha divulgado o volume exato do material derramado. A decisão sobre a suspensão da licença de operação agora cabe à 1ª Vara Federal Cível do Amapá, que avaliará as alegações das organizações e a segurança das atividades de perfuração na região.

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