ONG revela quase 6.000 mortes em protestos no Irã

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Uma ONG sediada nos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (26) que quase 6.000 pessoas morreram em protestos que foram violentamente reprimidos no Irã, no início deste mês. De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), o número inclui 5.520 manifestantes, 77 menores de idade, 209 membros das forças de segurança e 42 transeuntes. Além disso, a organização investiga outras 17.091 mortes possíveis relacionadas aos conflitos.

O governo iraniano relatou oficialmente 3.117 mortes, mas organizações de direitos humanos sugerem que essa cifra pode ser drasticamente subestimada. A dificuldade em verificar os números se deve ao bloqueio da internet imposto pelas autoridades, que muitos acreditam ter como objetivo ocultar a extensão da repressão. Os protestos, que começaram em dezembro contra o aumento do custo de vida, evoluíram para um movimento mais amplo contra o regime teocrático vigente desde 1979.

A HRANA também informou sobre a prisão de pelo menos 41.283 pessoas durante os protestos. Outra ONG, a Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, confirmou 3.428 mortes, mas teme que o número real possa ser ainda maior, chegando a 25.000. Enquanto isso, a oposição, através do canal Iran International, afirma que mais de 36.500 pessoas podem ter perdido a vida, citando documentos confidenciais e fontes de segurança.

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