A recente ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela gerou preocupações sobre o impacto nos preços do petróleo, mas especialistas afirmam que os efeitos serão temporários. De acordo com Beny Fard, analista financeiro, a pressão no mercado resultará mais em um aumento do prêmio de risco do que em um aumento direto nos preços do barril. O petróleo tipo Brent, por exemplo, se mantém em torno de US$ 60, evidenciando a resiliência do mercado.
Fard destaca que a atual oferta global de petróleo, impulsionada pela produção recorde de petróleo de xisto nos Estados Unidos, é suficiente para amortecer choques de oferta. Apesar das vastas reservas da Venezuela, que superam 300 bilhões de barris, a falta de infraestrutura e investimentos limita a capacidade do país de aumentar a produção rapidamente. Assim, mesmo que a situação política na Venezuela se altere, isso não garantirá um aumento imediato na oferta global.
A análise sugere que os conflitos geopolíticos na América Latina são mais complexos e visam reduzir a influência de potências rivais, como China e Rússia, na região. A estratégia dos EUA inclui garantir maior controle sobre o mercado energético, onde a alta produção interna de petróleo atua como um amortecedor contra flutuações bruscas de preços. Neste cenário, a ofensiva na Venezuela não deve alterar significativamente a dinâmica dos preços do petróleo no curto prazo.

