O Ocidente se depara com um ponto crucial em sua relação com potências emergentes, especialmente os Brics, que agora incluem países como Egito e Indonésia. A reformulação das estratégias de segurança nacional dos Estados Unidos e das políticas industriais da União Europeia reflete uma nova realidade, onde a dependência e a segurança estão em jogo. Este contexto revela a necessidade de uma mudança na mentalidade ocidental frente a um sistema global em transformação.
No cenário atual, as cadeias de abastecimento e as decisões comerciais estão cada vez mais entrelaçadas com questões de segurança nacional. A ascensão dos Brics, que representam uma crescente fatia da população e da economia global, desafia a visão ocidental de um domínio unipolar. Essa nova dinâmica exige que o Ocidente desenvolva uma abordagem mais coesa e informada, em vez de reações fragmentadas a cada desafio.
As implicações dessa transição são significativas, pois a era multipolar requer do Ocidente um envolvimento seletivo e estratégico com países de diferentes sistemas políticos. Para moldar um futuro cooperativo, é crucial que os países ocidentais invistam na compreensão das motivações das potências emergentes e formulem políticas que equilibrem segurança e colaboração. A alternativa a essa abordagem proativa é um declínio gradual da influência ocidental no cenário global.

