‘O Agente Secreto’ destaca-se no Oscar por crítica ao uso do poder opressivo

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O filme ‘O Agente Secreto’, dirigido por Kleber Mendonça Filho, tem atraído atenção mundial ao ser indicado ao Oscar em quatro categorias. Em entrevista à AFP, o cineasta destacou que a obra, que explora a opressão durante a ditadura militar brasileira, ressoa com uma história universal sobre o uso do poder para esmagar as pessoas. O filme se junta ao sucesso de ‘Ainda Estou Aqui’, que venceu o Oscar de melhor filme internacional no ano passado.

Mendonça Filho acredita que o momento positivo do cinema brasileiro está ligado ao retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Ele mencionou que, entre 2019 e 2021, a cultura foi severamente prejudicada, com o fechamento do Ministério da Cultura e a extinção de mecanismos de fomento. Com a nova administração, o cineasta vê uma oportunidade de reconexão e revitalização da indústria cinematográfica nacional.

O diretor também observou que as histórias sobre ditaduras e opressão continuam relevantes no cenário atual, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. O filme provoca uma reflexão sobre as táticas de controle social e político, fazendo eco às realidades contemporâneas em várias nações. A recepção positiva do filme nos Estados Unidos indica que o público está se identificando com suas temáticas, o que sugere que a arte pode ser uma forma de resistência e crítica social.

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