Novo Lyceu de Goiânia será inaugurado com investimento de R$ 20 milhões e proposta bilíngue inédita

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O tradicional Lyceu de Goiânia será inaugurado no próximo dia 23 após passar por sua primeira grande reforma estrutural, um projeto de R$ 20 milhões que une preservação histórica e modernização educacional. Tombado pelo Iphan desde 2005, o prédio histórico foi restaurado para funcionar plenamente em 2026 como o primeiro colégio bilíngue português-francês da rede pública estadual, marcando uma nova fase para uma instituição com quase 90 anos de história.

Durante vistoria às obras, o governador Ronaldo Caiado destacou que a intervenção respeita as características Art Déco do edifício e, ao mesmo tempo, incorpora uma expansão moderna. Segundo ele, além de recuperar um patrimônio cultural, a reforma já impulsiona a revitalização urbana no Centro de Goiânia, com reflexos visíveis na restauração de prédios vizinhos e no resgate de uma área antes degradada.

A nova unidade contará com 22 salas de aula, laboratórios, auditório, quadra poliesportiva reformada e estrutura tecnológica completa, com capacidade para atender até 800 estudantes do ensino fundamental e médio em regime integral. O projeto integra uma política educacional mais ampla que, segundo o governo estadual, já recebeu cerca de R$ 9 bilhões em investimentos desde 2019 e colocou Goiás entre os líderes nacionais em educação pública.

Para a secretária de Educação, Fátima Gavioli, o Lyceu simboliza a combinação entre inovação pedagógica e identidade histórica, além de reforçar a confiança na rede pública. A alta procura por vagas, com mais de 1,5 mil inscrições para 800 lugares e significativa participação de estudantes vindos da rede privada, é apontada como sinal do fortalecimento da educação estadual.

No corpo docente, a expectativa é de que o modelo bilíngue e o ensino integral garantam formação acadêmica sólida e fluência em francês aos alunos. Para professores, o novo Lyceu representa um padrão de excelência pouco comum na educação pública brasileira, ao unir ensino regular, formação linguística avançada e infraestrutura moderna em um espaço que preserva sua relevância histórica.

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